Um amigo estava falando que se ele tivesse comprado títulos do tesouro direto em 2002 ao invés de ter comprado um apartamento, hoje estaria rico e me fez lembrar de uma história.
Em março de 2002 eu havia mudado de cidade recentemente e comecei a trabalhar no loteamento de uma imobiliária. Eu era auxiliar-administrativo. Meu salário era pouco mais que um Salário Mínimo da época, eu ganhava algo em torno de 200-250 reais.
Foi lá que eu aprendi a nunca confiar em corretores de imóveis, eu via os trambiques e mentiras que usavam para conseguir fechar as vendas. Na prática nunca é bom confiar em qualquer tipo de vendedor
Inclusive tem até um Causo da Vida Real:
Nessa época um cara(distribuidor de outra cidade) vendeu muitos insumos agrícolas para um comerciante da cidade onde eu estava, esse comerciante ofereceu uns 2 ou 3 terrenos como pagamento, a dívida era algo em torno de 10-15k reais, não me lembro direito. Só que os terrenos valiam 2-2,5k na região, se vc oferecesse 1500 reais na mão o meu chefe pegava rindo.
O distribuidor aceitou e foi na imobiliária ver os terrenos, chega o meu chefe doido doido pq sabia que os terrenos não valiam o valor combinado, mas “tinha que dar essa pernada” porque o comerciante era amigo dele. Estava junto com o corretor que “queria levar algum nessa”, falaram um monte de coisa, e utilizaram aqueles argumentos conhecidos de corretoes:
“Esse será o melhor bairro da região!”
“Aqui será a porta de entrada pro polo comercial!”
“Já vendemos quase tudo!”
"Logo logo vai estar valendo o dobro!"
Pra piorar, me colocaram besta no carro com o cara e me fizeram andar com ele a cidade inteira, só pra ter certeza de que ninguém iria falar pra a verdade e desfazer o negócio. Blz, eu era pau mandado mesmo e fui com o sujeito pra tudo quanto é lado, fomos a feira municipal e comprei melancia com ele, mostrei pra ele outros bairros, sempre falando que o loteamento era o único lugar que a cidade tinha pra crescer e enrolei até a hora que ele foi embora.
Coisa de uns 1-2 anos depois o cara apareceu na imobiliária dizendo que precisava vender os terrenos e queria saber quanto valiam. Eu fiquei quieto e outro cara responde:
“Estamos vendendo a R$ 2.500, mas pode dividir em 36x de R$ 100,00.”
Nem preciso dizer como o cara ficou né?
Atualmente eu não confio em nenhum vendedor, nem em mim mesmo quando quero comprar algo.
Mostrando postagens com marcador Piadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Piadas. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
domingo, 20 de setembro de 2015
Fora Uber! E leve o Facebook junto
É feio copiar textos por aí, mas eu não resisti.....huahuahuaha
Fora Uber! E leve o Facebook junto. Texto de Matheus Pichonelli publicado na Carta Capital. Acione o botão ironia, por favor.
Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia mais desconectada da realidade. Não sei o que vai ser do mundo se essa modinha de internet pegar.
Vou confessar uma coisa: acho uma grande sacanagem essa história de Uber. Não vou entrar no mérito sobre legalidade, ilegalidade, pirataria e regulamentação. Mas não me parece certo esse caminho, aparentemente sem volta, para uma vida facilitada pela internet e seus aplicativos.
O Uber é um desses. Ele tira do cliente a experiência de caminhar até o ponto e negociar a corrida. Tira também o prazer de jogar roleta-russa enquanto levantamos as mãos no fio da calçada e experimentamos as delícias do acaso: ao volante pode estar alguém que nos ensine as propriedades do chá de carqueja ou alguém que relate em detalhes as frieiras no pé esquerdo. Pode estar também alguém com o atalho para tudo, inclusive para exterminar a bandidagem, a corrupção, o tédio dos domingos e a própria frieira. Um amigo jura ter encontrado, certa feita, um taxista com uma tese bastante bem fundamentada sobre a mobilidade urbana: que São Paulo só teria jeito quando a Teodoro começasse a descer e a Cardeal, a subir.
Nada contra o Uber. Tenho até amigos que são usuários. O que não gosto é dessa ideia de adaptar a vida a partir das inovações tecnológicas. Elas são o problema.
Já não gostei quando começaram a oferecer o serviço em automóveis. Gostava mesmo era dos cavalos. Naquele tempo, sim, as coisas funcionavam: os taxistas criavam os equinos nos estábulos perto de casa. Podíamos acompanhar o desenvolvimento dos animais: a alimentação, o tratamento dos dentes, o ajuste da sela, a aplicação dos xampus para a crina. Não esses xampus comprados em qualquer farmácia, mas feitos em casa com babosa e amor.
Quando os bichos estavam prontos, aí sim podíamos assobiar a eles, sentar na sela de trás e observar a frugalidade da paisagem enquanto o cavaleiro-taxista nos falava sobre as sacanagens da monarquia testemunhadas por outros clientes. Não fossem aqueles passeios, jamais saberíamos, por exemplo, que o filho de Dom Pedro I era o verdadeiro dono da Friboi.
Mas eu confesso também: gostava do tempo do imperador e até hoje não me conformo com esse aplicativo chamado República. Naquele tempo não recebíamos convites, o tempo todo, para nos mobilizar em campanhas e petições pela causa A ou B. Nem textões de Facebook de pessoas jogando em nossa cara o desconforto com nossos privilégios.
Ninguém precisava dizer “sou contra”, “sou a favor, mas veja bem”, sobretudo mulheres. Elas cuidavam de nossos filhos e nós trazíamos o javali ao fim do dia. E ninguém reclamava. Hoje querem até ser presidente.
Maldita inclusão digital.
Antes, o que o soberano decidia estava decidido. Não tinha essa necessidade boba de participar e dar pitaco sobre tudo. Sobrava-nos o resto do dia para escrever cartas, perfumar o papel, beijar a assinatura, colar o envelope, escolher a melhor roupa, o melhor chapéu, fazer a barba, chamar o táxi, montar no cavalo, viajar por dias até o posto dos Correios na capital, pagar o serviço com dinheiro, ser assaltado sem precisar lembrar a senha, voltar para casa e esperar a resposta do destinatário.
Hoje em dia com um clique matamos todo esse procedimento. Podemos enviar mensagens sem precisar nos vestir – muitas vezes puxamos conversa sobretudo por NÃO estar com roupa alguma.
Pense no tanto de trabalho eliminado desde que inventaram o botão “compartilhar”. Perderam o posto o lenhador, o sujeito que transformava madeira em papel, o fabricante de tinta, de caneta tinteira e da cola, o entregador de papel, o criador de cavalo, o cavaleiro...tudo com um clique.
O resultado? O resultado é essa geração blasé que, em pleno almoço de família, pega o smartphone e mergulha num mundo paralelo de cristal líquido sem dar a mínima para os questionamentos educativos de pais, avós e tios sobre “e o vestibular?”, “tá estudando?”, “já tá rico?”, “e a namorada?”, “tá usando camisinha?”, “que brinquinho é esse?”, “seu amigo é meio esquisito, não?”, “e esse decote?”. Sem contar as conversar construtivas sobre as aleivosias da vida íntima da cunhada. Que não está à mesa.
Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia mais desconectada da realidade. Não sei o que vai ser do mundo se essa modinha de internet pegar.
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
História quase fictícia sobre o Brasil atual.
Era uma vez um país decente que tinha problemas habitacionais como qualquer outro país com uma grande população e que só aumentava, devido a imigração. Primeiro resolveram cuidar dos pobres, as subprefeituras construíram casas em todos os bairros e alugaram a preços justos (diferente de preço baixo) para famílias de baixa renda e as que não conseguiam pagar todo o aluguel tinham um desconto especial do governo e essas famílias eram acompanhadas, se tinha algum desempregado esse tinha que mostrar que estava procurando emprego, sempre com o intuito que eles voltassem a manter a casa, sem ajuda, o mais rápido possível. Após 5 anos de locação, sem problemas, os moradores tinham direito a comprar a casa por um preço justo também e financiado com juros de menos de 2%a.a para pagar em 15 anos.
Resolvido isso, começou a aparecer outro problema, os bilionários do petróleo mundial e da lavagem de dinheiro começaram a investir pesado no país, pois era estável e seguro (na época que os EUA estava afundado em crise), então várias construtoras começaram a focar neste público, vendendo apto de 40m por £1kk e não faltavam compradores, 100% de fora, transformando vários prédio em prédios-fantasmas, sem moradores. O governo garantiu que as construtoras colocassem em prática uma regra que já existia, se constrói um prédio de rico, constrói um popular também (popular = classe média), assim não criava bairros só de ricos e muito menos bairros fantasmas e o comércio local continuava funcionando normalmente. Além dos ricos pagarem impostos mais altos se deixassem o imóvel parado também, regra antiga.
Mas devido aos ricos investidores, tudo “valorizou”, os alugueis os preços dos imóveis nas regiões aumentaram, aí os mais velhos da classe média, que juntaram uma boa grana a vida toda e já tinham os imóveis próprios, comprados na época barata, resolveram que dinheiro parado no banco rendendo menos de 3% ao ano não era suficiente, foram empreender? Claro que não! Vamos comprar mais casas e viver de aluguel, extorquindo nossos inquilinos o máximo possível, sem nem menos deixar o espaço habitável. “Quero ganhar dinheiro, vou dividir uma casa duplex em 5 flats de 20m, só um banheiro compartilhado, e cobrar £1200 por mês dos otários!” E fizeram isso por uns 3 anos.
O governo para tentar diminuir esse absurdo, diminuiu os impostos cobrados para casal que fosse comprar imóvel pela primeira vez na vida, o desconto de tributação chegou a 20%, assumiu em rede de TV que o país estava enfrentando uma bolha imobiliária e disseram que não deixariam ela ganhar, que a combateriam a qualquer custo.
Enquanto isso, muitas famílias locais migraram de cidade, para continuar tendo o mesmo padrão de vida sem sofrer com a bolha, pois a bolha foi localizada. Enquanto na cidade principal pagavam £1200 em 20m, em outras cidades se pagava £600 por uma casa com quintal e jardim. Quem não podia se mudar, continuou sofrendo e cada vez indo morar mais longe das áreas nobres.
Neste período o governo fez um estudo e constatou que o maior problema era o quanto os donos de imóveis estavam extorquindo os inquilinos, cobravam caro por algo que não valia e formaram um cartel de preços que não conseguiam quebrar, e por isso a maioria dos inquilinos se mudava anualmente, além de boa parte gastar próximo de 50% do salário líquido só com aluguel (renda média anual da população é de £25k) e vivendo mal. Perceberam que os proprietários não cuidavam de nada porque não faltariam bobos para alugar. Agora o governo resolveu dá o troco e diminuir boa parte dos problemas (pelo menos em teoria), separou £1 bilhão, do orçamento público, para construir prédios para a classe média, em todos os bairros, na qual uma empresa administrará quando pronto, cada conjunto de prédios terá assistência técnica (encanadores, eletricistas, etc), qualquer tipo de problema essa empresa resolverá, os imóveis serão entregues novos, em perfeito estado (coisa rara), todo equipado (mobiliado) e será cobrado um preço justo (diferente de baixo) por eles, os rendimentos da locação será reinvestido em mais construções, assim não precisará injetar mais dinheiro público, além do inicial, e por conta disso todos os outros imóveis em péssimo estado serão obrigados, pelo mercado, a baixar o preço e melhorar a qualidade do serviço, logo não será mais interessante comprar casa para locar, as vendas diminuirão e a bolha tende a diminuir sem a necessidade de estourar.
Fim!
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
A contabilidade nos relacionamentos - Piadinha tosca.
Neste período próximo ao Imposto de Renda é importante saber alguns conceitos de contabilidade.
Acho que inicialmente devemos identificar se nossa companhei é um investimento ou apenas um custeio, depois podemos ver as coisas da seguinte forma:
A mulher:
A solteira é.....................Crédito
A casada é.......................Débito
A cunhada é......................Provisão para Devedores duvidosos (PDD)
A bonita é.......................Lançamento certo
A feia é.........................Estorno
A feia e rica é..................Conta de Compensação
A bonita e rica é................Lucro certo
A ex-namorada é..................Saldo de Exercícios Anteriores
A namorada é.....................Resultado de Exercício Futuro
Presentes para a namorada........Despesas Operacionais
Presentes a futuras namoradas....Ativo Diferido
A noiva é........................Reserva Legal
Presentes para a noiva...........Custos Operacionais
A esposa é.......... ............Capital Integralizado
Presentes para a Esposa..........Aumento de Capital
A vizinha é......................Ações de Outras Companhias
Presentes para a Vizinha.........Resultado Equivalência Patrimonial Negativa
A amante é.......................Empresa Coligada
Presentes para a Amante..........Distribuição Disfarçada de Lucros (DDL)
Presentes da Amante..............Indícios de Omissão de Receitas
As que fazem operações plásticas são....Obras e benfeitorias
As gestantes são........................Imobilizações em Andamento
As que dão bola são.....................Incentivos recebidos
As que não são viúvas, casadas ou solteiras são...Contas a Classificar
As que muito namoram e não se casam são...........Saldo a Disposição da Assembléia
As que são surpreendidas em flagrante são.........Passivo a Descoberto
A sogra pode ser classificada em duas rubricas: PREJUÍZO ACUMULADO ou CONTAS A PAGAR
Acho que inicialmente devemos identificar se nossa companhei é um investimento ou apenas um custeio, depois podemos ver as coisas da seguinte forma:
A mulher:
A solteira é.....................Crédito
A casada é.......................Débito
A cunhada é......................Provisão para Devedores duvidosos (PDD)
A bonita é.......................Lançamento certo
A feia é.........................Estorno
A feia e rica é..................Conta de Compensação
A bonita e rica é................Lucro certo
A ex-namorada é..................Saldo de Exercícios Anteriores
A namorada é.....................Resultado de Exercício Futuro
Presentes para a namorada........Despesas Operacionais
Presentes a futuras namoradas....Ativo Diferido
A noiva é........................Reserva Legal
Presentes para a noiva...........Custos Operacionais
A esposa é.......... ............Capital Integralizado
Presentes para a Esposa..........Aumento de Capital
A vizinha é......................Ações de Outras Companhias
Presentes para a Vizinha.........Resultado Equivalência Patrimonial Negativa
A amante é.......................Empresa Coligada
Presentes para a Amante..........Distribuição Disfarçada de Lucros (DDL)
Presentes da Amante..............Indícios de Omissão de Receitas
As que fazem operações plásticas são....Obras e benfeitorias
As gestantes são........................Imobilizações em Andamento
As que dão bola são.....................Incentivos recebidos
As que não são viúvas, casadas ou solteiras são...Contas a Classificar
As que muito namoram e não se casam são...........Saldo a Disposição da Assembléia
As que são surpreendidas em flagrante são.........Passivo a Descoberto
A sogra pode ser classificada em duas rubricas: PREJUÍZO ACUMULADO ou CONTAS A PAGAR
Assinar:
Postagens (Atom)